Comunicação Digital #merepresenta

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Tema do post: “O que as aulas sobre Comunicação Digital me agregaram?” 
Nossa!!! Mas porque esse tom de despedida? 
O semestre está acabando e o tempo está passando, isso é bem verdade, mas há algo que posso dizer de positivo sobre essa disciplina: o conhecimento fica! E ficou mesmo!
No decorrer dos últimos meses aprendi muitas coisas e compartilhei por aqui, nesse espaço bonitinho e cheio de interrogações por diversas vezes. Aprendi inclusive que as novas tecnologias não são uma pedra no caminho da publicidade, mas sim, excelentes ferramentas que, se utilizadas da maneira correta, acompanham o novo ritmo, o novo jeito da população mundial de ser e de se comunicar (ver texto AQUI). Aprendi também que existe uma diferença entre Redes e Mídias Sociais que quase ninguém percebe, pois, apesar de distintas, ambas as expressões se completam e se relacionam (texto AQUI); aprendi que dá pra ganhar um bom dinheiro com moeda virtual se você for esperto (Bitcoin) e que por mais arrojado que seja seu trabalho na web, sempre dá pra melhorar e fazer com que mais pessoas o conheçam (SEO).
Concluí nas aulas de Comunicação Digital que todo mundo tem o direito de opinar sobre alguma coisa, principalmente se diz respeito aos nossos direitos, enquanto cidadãos, mas que se você for abrir a boca pra falar sobre isso, que pelo menos saiba realmente do que se trata (post Marco Civil da Internet).
Percebi que a moral, a ética e os valores nos dias de hoje se resumem intensamente em coisas que você ouviu falar, mas que nem sabe direito se é verdade ou não, de onde vem ou quem começou com isso (postagens #SomosTodosIguais e Vítimas de um sistema falho). Reafirmei meu pensamento de que o racismo é uma ótima ferramenta para separar o branco e o negro de um idiota e que apesar de sermos vítimas de um sistema totalmente falho, ainda temos consciência e razão o suficiente para resolver nossos conflitos como seres humanos e não como animais.
Por fim, descobri que ao me considerar uma blogueira, twittante e ligada nessas coisas de web que dizem por aí, me encaixo em um perfil de 'ferramentada', que é como se classificam - e até se identificam - as pessoas hoje em dia por seus hábitos e costumes através de um estudo chamado Perfis Digigráficos (saiba mais AQUI).

Lendo as linhas acima posso concluir que muita coisa me foi acrescentada nesse semestre na disciplina de Comunicação Digital. No cotidiano, uma semana após outra, nem notamos o volume de conhecimento adquirido, mas ao colocar na ponta do lápis – ou melhor dizendo, ao digitar – o aprendizado foi surpreendente. Com certeza absoluta, tenho mais conteúdo e assunto para discutir agora do que eu tinha há uns 4 meses atrás.


Não poderia deixar de agradecer ao querido professor Carlos André Donzelli, a quem agora vou rasgar uma seda, na expectativa de uma boa nota pois é digno de admiração e respeito. Sempre esteve atento às nossas dificuldades e necessidades e por isso, os assuntos abordados em sala de aula e no blog foram tão pertinentes e somaram tanto.


Agora é focar nos trabalhos finais, nas provas, nas possíveis férias, no enlouquecedor TCC, tudo isso não necessariamente nessa ordem.



Obrigada a todos que por aqui passaram!
Inté!

Kênia Siqueira

Vítimas de um sistema falho

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No último dia 05 de maio, faleceu a dona de casa Fabiane Maria de Jesus, de 33 anos, dois dias após ter sido espancada por dezenas de moradores do Guarujá, no litoral de São Paulo.
Fabiana foi cruelmente agredida a partir de um boato gerado por uma página no facebook que afirmava que a dona de casa sequestrava crianças para utilizá-las em rituais de magia negra.
De acordo com os familiares de Fabiane, após as agressões, ela sofreu traumatismo craniano e foi internada em estado crítico no Hospital Santo Amaro, também em Guarujá, aonde veio a óbito.
Tristeza, comoção, revolta. É uma mistura de sentimentos inexplicáveis quando se lê tal notícia. A polícia segue (até hoje) investigando e analisando os fatos e as imagens da agressão buscando identificar os envolvidos no caso.
Mas porque chegamos a esse ponto? Na verdade, porque tivemos que retroceder tanto? Nós não estamos no século XXI? Em que dimensão entramos para voltar aos tempos de barbárie? De fazer justiça com as próprias mãos?
Alguns dizem que a culpa é do moderador da página "Guarujá Alerta", pois foi ele quem divulgou o retrato falado de uma mulher suspeita de ter cometido o crime de sequestro de crianças e uso de magia negra, ou seja, onde tudo começou. Outros dizem que a culpa é das pessoas que não investigaram a fundo tal informação, simplesmente a absorveram e executaram a sentença como bem lhes aprouve. Alguns ainda insistem que a culpa é da sociedade como um todo que não tem educação, moral, instrução, segurança e, principalmente, uma lei que a possa reger com ordem, respeito e eficácia.
Particularmente falando, concordo com todos os motivos citados acima, mas nada me soa tão rude e mais culpado do que o próprio governo que não cuida dos seus e não investe em escolas, em valores, em sistema penitenciário que funcione, em policiamento nas ruas; que não investe em um sistema judiciário que real e verdadeiramente inspire pessoas e defenda homens e mulheres de bem, brasileiros, pais e mães injustiçados, como Fabiane.
Em hipótese nenhuma se deve fazer justiça com as próprias mãos, pois isso já um decreto assinado, é um acusado já condenado, sem direito à defesa e, por vezes, sua sentença poderá ser irreversível.
Somos sim, vítimas de um sistema totalmente falho, mas ainda temos consciência e razão o suficiente para resolver nossos conflitos como seres humanos, não como animais que por instinto, costumam trucidar outros ao se sentirem ameaçados.

Kênia Siqueira

Perfis Digigráficos: Ferramentados

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A DM9DDB, uma das maiores e mais relevantes agências do país, divulgou um documentário com estudo inédito em que apresenta uma nova classificação do consumidor em ambiente digital. O estudo, que recebeu o nome de Perfis Digigráficos conclui que as mudanças trazidas pelo digital pouco ou nada tem a ver com sexo, idade ou classe social, mas sim com três novos critérios:

1) Quanto e como as pessoas utilizam os recursos e equipamentos de tecnologia em sua vida.
2) Quais são as intenções que elas têm ao consumir os diversos produtos digitais.
3) E principalmente, quanto os recursos digitais servem para moldar sua própria identidade.



Ou seja, no mundo digital, não dá pra classificar as pessoas somente por meio dos critérios convencionais, como demografia ou mesmo perfis psicográficos. É preciso adicionar um novo olhar, usando uma nova lente.

Com base nestes novos critérios, a DM9 adotou cinco perfis de consumidores digitais, que ganharam o apelido de perfis digigráficos. São eles:


IMERSOS: tiveram parte de sua identidade definida a partir da tecnologia. Com ela, conseguiram “se encontrar”, definir melhor seus interesses e estabelecer melhores vínculos com o mundo. Suas personalidades e identidades foram definidas pela era digital, que os permitiu dar vida a mais personas.

FERRAMENTADOS: recorrem à tecnologia para agilizar as tarefas, mas não a idolatram. A tecnologia os ajuda nas tarefas cotidianas, facilitam suas vidas. Mas não dependem delas nem são definidos por elas. Esse grupo é um exemplo de como as pessoas redefiniram a maneira como se relacionam com família, escolas, empresas e governo.

FASCINADOS: querem parecer modernos e tecnológicos. Para eles, computadores, gadgets e hábitos da Era Digital são ícones da modernidade – e consumir essas novidades os ajuda a atestar que são antenados. Eles são um excelente exemplo de como o relacionamento com os outros foi bastante modificado.

EMPARELHADOS: a tecnologia é fundamental para pôr em prática os projetos da vida. Eles enxergam a tecnologia como a grande companheira para fazer o dia a dia acontecer. Sem ela, a vida fica extremamente complicada. Para este grupo, as máquinas são como uma extensão do seu corpo, potencializando suas capacidades humanas.

EVOLUIDOS: o universo das máquinas e da tecnologia é seu habitat. Esses são as crianças e os adolescentes que já nasceram adaptados e estão crescendo no mundo digital. Não conheceram o mundo pré-digital.

O documentário completo você pode conferir através de um vídeo clicando AQUI, além da classificação de cada perfil digigráfico, o vídeo traz análises dos especialistas da DM9 e dos profissionais da Vox Pesquisas, contratada pela DM9 no processo de investigação do estudo.
E aí se identificou com algum perfil?

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IDENTIFICAÇÃO:

Com infância nos anos 90, e fazendo parte da Geração Y, tive uma criação e talvez até valores transmitidos de forma bem diferente do que acontece hoje em dia. Para mim, atividades como almoço em família e brincar na rua foram realidade. Esse tipo de vida e proximidade, me fez identificar com o grupo “Ferramentados”. Sendo assim, no meu ponto vista, tecnologia só tende a facilitar a vida, não é como o ar que eu respiro, não sou escrava dela, pelo contrário, ela é que está a meu serviço. Confesso que em alguns momentos até gostaria de me desvencilhar mais da web, porém necessito dela para estudar, para trabalhar, entre outras situações do cotidiano.
Sim, a internet e a tecnologia como um todo são de grande ajuda, sua eficiência é inegável, porém existem outras coisas que não podem ser substituídas, como ouvir boas músicas, sair com os amigos, relacionar-se, colocar os pés na areia, dar um bom mergulho e porque não, fazer isso tudo sem ter que documentar, registrar em dados, em nuvem, mas somente na memória e no coração.

Kênia Siqueira

#SomosTodosIguais

Nos últimos dias o universo conspirou a favor de uma reflexão sobre o racismo, não só no futebol (onde a modinha surgiu), mas também na vida, no dia a dia, no trabalho, na faculdade e, espero eu, dentro da cabeça de muita gente por aí. Pra quem não está ligado no fato, segue um infográfico bem explicadinho...



Um pouco de história...
Pesquisando sobre a origem da comparação entre homens e macacos, descobri que essa situação vai além do que Darwin mirabolou na tão famosa “Teoria da Evolução” em 1859. Um pouco antes, no século XVIII, por exemplo, uma nova maneira de pensar sobre as espécies emergiu. Anteriormente, a vasta maioria dos europeus acreditava que Deus havia criado as espécies (incluindo o homem), e que estas espécies eram imutáveis.
Porém, muitos outros também acreditavam que Deus havia criado espécies humanas separadas. Neste esquema, os europeus brancos eram descritos como próximos aos anjos, enquanto africanos negros e aborígenes estavam mais próximos aos macacos.
Muitos cientistas deste século tentaram atacar o modelo criacionista. Mas, ao fazê-lo, acabaram dando mais poder para o xingamento de macaco.
Em 1770, o cientista holandês Petrus Camper explicou que macacos, símios e orangotangos, eram todos versões degeneradas do homem original.
Sendo assim, cada uma dessas maneiras de pensar apenas reforçou a conexão feita por europeus entre africanos e macacos. Isso fez parecer que pessoas de origem não europeia eram mais como macacos do que como humanos. Estas diferentes teorias foram usadas para justificar a escravidão nas fazendas das Américas e o colonialismo no resto do mundo. Daí surgiu o racismo, a triste e infeliz ideia de que uma raça é superior à outra.







Daniel, Neymar, publicidade, bananas e macacos.
Não somos todos macacos, somos todos iguais. E isso não é uma ideologia (embora pareça), é uma realidade.
Daniel Alves tinha e tem todo o direito de responder a anos de racismo sofrido dentro e fora de campo da maneira que lhe achar conveniente, e lhe coube naquele momento engolir, literalmente, o preconceito. A campanha, a hashtag é que foi infeliz. Nada contra macacos, nada contra. Mas somos seres pensantes, não somos? Somos humanos, somos amarelos, brancos, negros, humanos, mamelucos, cafusos, louros, humanos, índios, orientais, brasileiros, humanos. Humanos. Iguais.
Como musicista, ao escrever essas linhas acabei me lembrando que uma das simbologias do rock é a caveira. Algumas pessoas não curtem a ideia, mas uma caveira não tem sexo, não tem cor, não tem raça, não é gorda nem magra e não tem nenhuma cara que a faça ser diferente da outra. E essa é a essência de todo ser humano. Por isso #SomosTodosIguais.
Independente das teorias desenvolvidas ao logo da história, seja o Criacionismo, ou da Evolução, fomos todos criados como seres racionais e precisamos evoluir um pouco mais. O preconceito dos de fora com o Brasil parece nos doer mais do que o que os próprios brasileiros sofrem entre si todos os dias.
Banana não é arma e tampouco serve como símbolo de luta contra o racismo. Ao contrário, o reafirma na medida em que relaciona o alvo a um macaco e principalmente na medida em que simplifica, desqualifica e pior, humoriza o debate sobre racismo no Brasil e no mundo (Douglas Belchior).
Não somos todos macacos. Ao menos não para efeito de fazer uso dessa expressão ou ideia como ferramenta de combate ao racismo. Somos todos humanos e iguais.
Para concluir, uso o pensamento do redator publicitário Lucão que diz:
“O racismo é uma ótima ferramenta para separar o branco e o negro de um idiota.”

Fontes de pesquisa: